9h30
Abertura
9h50
A mesa apresenta a trajetória do IP.rec na pesquisa e na incidência sobre os impactos socioambientais das tecnologias digitais, reunindo reflexões construídas ao longo desse percurso e novos caminhos de investigação. O encontro marca o lançamento de dois brief papers dedicados aos custos ambientais da inteligência artificial e aos desafios relacionados ao lixo eletrônico, ampliando o debate sobre a materialidade das tecnologias, seus impactos nos territórios e as implicações para os direitos humanos.
11h20
Intervalo – Coffee Break
11h35
A expansão dos data centers no Nordeste coloca em disputa água, energia, território e projetos de desenvolvimento. Nesta mesa, representantes da sociedade civil discutem os impactos socioambientais desses empreendimentos, as experiências dos territórios afetados e as formas de resistência, participação e incidência diante do avanço da infraestrutura digital na região.
O painel debate se é possível desenvolver data centers “ecológicos” que conciliem desenvolvimento tecnológico e responsabilidade ambiental, considerando os profundos impactos ambientais já documentados dessas infraestruturas. Serão explorados os desafios, marcos regulatórios e políticas públicas necessárias para alcançar esse objetivo, refletindo sobre o papel do Brasil nessa economia como guardião ambiental e país em desenvolvimento.
13h
Almoço
14h
Intervalo – Coffee Break
14h30
A expansão da inteligência artificial e da infraestrutura necessária ao seu funcionamento coloca novos desafios para o poder público, exigindo respostas capazes de articular direitos humanos, proteção ambiental e desenvolvimento tecnológico. Nesta mesa, representantes do Ministério Público, do Poder Legislativo e Executivo discutem os caminhos regulatórios e institucionais diante dos impactos socioambientais da IA e dos data centers, abordando fiscalização, políticas públicas, mecanismos de responsabilização e os limites e possibilidades da atuação do Estado na construção de uma transformação tecnológica social e ambientalmente justa.
O painel discute como sistemas de IA reforçam dinâmicas coloniais e suas implicações éticas e políticas em três dimensões: reprodução de estereótipos raciais e de gênero, ausência de representatividade e normatização de corpos (intensificando disforia corporal, especialmente em crianças e adolescentes). A proposta é explorar caminhos para um uso mais justo e responsável da IA, reconhecendo seus potenciais e riscos na produção de subjetividades. Serão debatidas estratégias e políticas públicas que garantam representação cultural e epistêmica em sistemas de IA.
16h20
Introdução ao mito da IA “sem atrito”: desconstruindo a narrativa de Vale do Silício e apresentando o escopo de Feeding the Machine como crítica à ilusão da tecnologia livre de custos humanos. Análise do perfil e condições de vida de anotadores de dados, moderadores de conteúdo e trabalhadores de armazém que sustentam os sistemas de IA. Raízes históricas e tecnológicas: cidades de microtrabalho, ImageNet e a evolução das plataformas de crowdsourcing como engrenagens centrais na cadeia de produção de dados. Caminhos para a justiça digital: estratégias e propostas de ação coletiva para reequilibrar poder e direitos na era da inteligência artificial.
17h
Encerramento
O IV Seminário Desafios Emergentes da Inteligência Artificial: Regulação e Direitos Humanos é realizado pelo Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec) com o objetivo de promover debates sobre temas relevantes na intersecção entre internet e sociedade, reunindo representantes dos setores técnico-científico, governamental e da sociedade civil.