9h30
Abertura
9h50
As tecnologias de IA reproduzem lógicas coloniais que reforçam desigualdades, apagam saberes e exploram corpos e territórios do Sul Global. A palestra propõe uma análise crítica da IA como artefato sociotécnico que opera apagamentos do corpo dissidente, do saber comunitário e do ambiente vivo. A partir de uma perspectiva feminista interseccional latino-americana, articula três dimensões: o corpo como território de controle e vigilância; o ambiente como fronteira de extração material invisibilizada; e o conhecimento como campo de disputa entre epistemologias coloniais e insurgentes.
11h20
Intervalo – Coffee Break
11h35
O painel debate se é possível desenvolver data centers “ecológicos” que conciliem desenvolvimento tecnológico e responsabilidade ambiental, considerando os profundos impactos ambientais já documentados dessas infraestruturas. Serão explorados os desafios, marcos regulatórios e políticas públicas necessárias para alcançar esse objetivo, refletindo sobre o papel do Brasil nessa economia como guardião ambiental e país em desenvolvimento.
O painel debate se é possível desenvolver data centers “ecológicos” que conciliem desenvolvimento tecnológico e responsabilidade ambiental, considerando os profundos impactos ambientais já documentados dessas infraestruturas. Serão explorados os desafios, marcos regulatórios e políticas públicas necessárias para alcançar esse objetivo, refletindo sobre o papel do Brasil nessa economia como guardião ambiental e país em desenvolvimento.
13h
Almoço
14h30
O painel discute como sistemas de IA reforçam dinâmicas coloniais e suas implicações éticas e políticas em três dimensões: reprodução de estereótipos raciais e de gênero, ausência de representatividade e normatização de corpos (intensificando disforia corporal, especialmente em crianças e adolescentes). A proposta é explorar caminhos para um uso mais justo e responsável da IA, reconhecendo seus potenciais e riscos na produção de subjetividades. Serão debatidas estratégias e políticas públicas que garantam representação cultural e epistêmica em sistemas de IA.
O painel discute como sistemas de IA reforçam dinâmicas coloniais e suas implicações éticas e políticas em três dimensões: reprodução de estereótipos raciais e de gênero, ausência de representatividade e normatização de corpos (intensificando disforia corporal, especialmente em crianças e adolescentes). A proposta é explorar caminhos para um uso mais justo e responsável da IA, reconhecendo seus potenciais e riscos na produção de subjetividades. Serão debatidas estratégias e políticas públicas que garantam representação cultural e epistêmica em sistemas de IA.
16h
Intervalo – Coffee Break
16h20
Introdução ao mito da IA “sem atrito”: desconstruindo a narrativa de Vale do Silício e apresentando o escopo de Feeding the Machine como crítica à ilusão da tecnologia livre de custos humanos. Análise do perfil e condições de vida de anotadores de dados, moderadores de conteúdo e trabalhadores de armazém que sustentam os sistemas de IA. Raízes históricas e tecnológicas: cidades de microtrabalho, ImageNet e a evolução das plataformas de crowdsourcing como engrenagens centrais na cadeia de produção de dados. Caminhos para a justiça digital: estratégias e propostas de ação coletiva para reequilibrar poder e direitos na era da inteligência artificial.
17h20
Encerramento
O III Seminário Desafios Emergentes da Inteligência Artificial: Regulação e Direitos Humanos é realizado pelo Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec) com o objetivo de promover debates sobre temas relevantes na intersecção entre internet e sociedade, reunindo representantes dos setores técnico-científico, governamental e da sociedade civil.