Programação

9h30

Abertura

Raquel Saraiva (IP.rec)

André Fernandes (IP.rec)

Torquato Castro Jr (FDR)

Manoela Vasconcelos (Cesar School)

9h50

Corpos, ambientes e a decolonização
das tecnologias de Inteligência Artificial

Paz Peña Ochoa (Tierra Comum)

Presidenta da mesa: Raquel Saraiva (IP.rec)

Mediação/debate: Torquato Castro Jr (FDR)

As tecnologias de IA reproduzem lógicas coloniais que reforçam desigualdades, apagam saberes e exploram corpos e territórios do Sul Global. A palestra propõe uma análise crítica da IA como artefato sociotécnico que opera apagamentos do corpo dissidente, do saber comunitário e do ambiente vivo. A partir de uma perspectiva feminista interseccional latino-americana, articula três dimensões: o corpo como território de controle e vigilância; o ambiente como fronteira de extração material invisibilizada; e o conhecimento como campo de disputa entre epistemologias coloniais e insurgentes.

11h20

Intervalo – Coffee Break

11h35

O dilema do desenvolvimento da IA no Brasil: "data centers ecológicos"?

Júlia Catão Dias (IDEC)

Laís Martins (Intercept)

Prof. Dr. Luiz Augusto (Centro de Informática - UFPE)

Mediação/debate: Cynthia Picolo (LAPIN)

O painel debate se é possível desenvolver data centers “ecológicos” que conciliem desenvolvimento tecnológico e responsabilidade ambiental, considerando os profundos impactos ambientais já documentados dessas infraestruturas. Serão explorados os desafios, marcos regulatórios e políticas públicas necessárias para alcançar esse objetivo, refletindo sobre o papel do Brasil nessa economia como guardião ambiental e país em desenvolvimento.

O painel debate se é possível desenvolver data centers “ecológicos” que conciliem desenvolvimento tecnológico e responsabilidade ambiental, considerando os profundos impactos ambientais já documentados dessas infraestruturas. Serão explorados os desafios, marcos regulatórios e políticas públicas necessárias para alcançar esse objetivo, refletindo sobre o papel do Brasil nessa economia como guardião ambiental e país em desenvolvimento.

13h

Almoço

14h30

Epistemicídio na IA: uma fala do Sul Global contra silenciamentos, vulnerabilidades e injustiças algorítmicas

Umut Pajaro (ISOC Gender SIG)

Tarcizio Silva (ABONG)

Emanuella Ribeiro (Instituto Alana) 

Mediação/debate: Clarissa Mendes (IP.rec)

O painel discute como sistemas de IA reforçam dinâmicas coloniais e suas implicações éticas e políticas em três dimensões: reprodução de estereótipos raciais e de gênero, ausência de representatividade e normatização de corpos (intensificando disforia corporal, especialmente em crianças e adolescentes). A proposta é explorar caminhos para um uso mais justo e responsável da IA, reconhecendo seus potenciais e riscos na produção de subjetividades. Serão debatidas estratégias e políticas públicas que garantam representação cultural e epistêmica em sistemas de IA.

O painel discute como sistemas de IA reforçam dinâmicas coloniais e suas implicações éticas e políticas em três dimensões: reprodução de estereótipos raciais e de gênero, ausência de representatividade e normatização de corpos (intensificando disforia corporal, especialmente em crianças e adolescentes). A proposta é explorar caminhos para um uso mais justo e responsável da IA, reconhecendo seus potenciais e riscos na produção de subjetividades. Serão debatidas estratégias e políticas públicas que garantam representação cultural e epistêmica em sistemas de IA.

16h

Intervalo – Coffee Break

16h20

IA e Trabalho Humano (ONLINE)

Rafael Grohmann (DigiLabour / University of Toronto)

Presidente da mesa: André Fernandes (IP.rec)

Mediação/debate: Anicely Santos (IP.rec)

Introdução ao mito da IA “sem atrito”: desconstruindo a narrativa de Vale do Silício e apresentando o escopo de Feeding the Machine como crítica à ilusão da tecnologia livre de custos humanos. Análise do perfil e condições de vida de anotadores de dados, moderadores de conteúdo e trabalhadores de armazém que sustentam os sistemas de IA. Raízes históricas e tecnológicas: cidades de microtrabalho, ImageNet e a evolução das plataformas de crowdsourcing como engrenagens centrais na cadeia de produção de dados. Caminhos para a justiça digital: estratégias e propostas de ação coletiva para reequilibrar poder e direitos na era da inteligência artificial.

17h20

Encerramento

O III Seminário Desafios Emergentes da Inteligência Artificial: Regulação e Direitos Humanos é realizado pelo Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec) com o objetivo de promover debates sobre temas relevantes na intersecção entre internet e sociedade, reunindo representantes dos setores técnico-científico, governamental e da sociedade civil.